À meses tenho acompanhado a trajetória d'um artista de rua que tem conquistado a atenção de muitos, inclusive a minha, através dos vídeos dele postados por outros na internet, pessoas que foram, assim como eu, cativadas pelo talento do mesmo, que se perde entre vielas de uma cidade grande e algumas câmeras de celular. É dele, Ruan Veloso, o vendedor de balas, que falo e é em homenagem a ele, assim como a tantos outros aqui representados à sua imagem, que dedico este post, a eles que, na minha opinião, refletem bem o descaso de que são tomados artistas vários, todos ludibriados por um sonho que, mesmo pago à sangue, provavelmente não vai se realizar, mas a quem culpar? Isto não vem ao caso aqui, o que quero ressaltar é a vontade de muitos destes de dar continuidade a este sonho, e tomando Ruan Veloso como exemplo, este homem cuja história, marcada por força e humildade (esta última constantemente retratada em alguns de seus vídeos onde já o vi inclusive vender balas ao cinegrafista), me tocou, fazendo-me questionar: quem sou eu afinal para, mesmo diante das inúmeras oportunidades que tive e tenho, não poder cantar um dia quando pessoas como ele aprenderam e muito bem a o fazer sozinhas? Quando pessoas como ele que, mesmo diante de tantas adversidades, puderam compor músicas como "Lute, Lute" (que estará logo aqui em baixo num vídeo onde ele é também entrevistado) que certamente trás em si impressa a vontade deste de vencer? Quem? Pois bem, talvez muitos que leram isto não soubessem que meu maior sonho hoje é ser músico, cantar, mas enfim, se é que um dia este sonho se realizará, muito disto deverei a histórias como a deste homem que nos ensinam que passos daremos aos montes no dia em que aprendermos a caminhar.
E logo abaixo, como prometi...
"Lute, lute, batalhe, vá em frente, não olhe para trás, atrás vem gente" - Lute, lute (Ruan Veloso)
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