À meses tenho acompanhado a trajetória d'um artista de rua que tem conquistado a atenção de muitos, inclusive a minha, através dos vídeos dele postados por outros na internet, pessoas que foram, assim como eu, cativadas pelo talento do mesmo, que se perde entre vielas de uma cidade grande e algumas câmeras de celular. É dele, Ruan Veloso, o vendedor de balas, que falo e é em homenagem a ele, assim como a tantos outros aqui representados à sua imagem, que dedico este post, a eles que, na minha opinião, refletem bem o descaso de que são tomados artistas vários, todos ludibriados por um sonho que, mesmo pago à sangue, provavelmente não vai se realizar, mas a quem culpar? Isto não vem ao caso aqui, o que quero ressaltar é a vontade de muitos destes de dar continuidade a este sonho, e tomando Ruan Veloso como exemplo, este homem cuja história, marcada por força e humildade (esta última constantemente retratada em alguns de seus vídeos onde já o vi inclusive vender balas ao cinegrafista), me tocou, fazendo-me questionar: quem sou eu afinal para, mesmo diante das inúmeras oportunidades que tive e tenho, não poder cantar um dia quando pessoas como ele aprenderam e muito bem a o fazer sozinhas? Quando pessoas como ele que, mesmo diante de tantas adversidades, puderam compor músicas como "Lute, Lute" (que estará logo aqui em baixo num vídeo onde ele é também entrevistado) que certamente trás em si impressa a vontade deste de vencer? Quem? Pois bem, talvez muitos que leram isto não soubessem que meu maior sonho hoje é ser músico, cantar, mas enfim, se é que um dia este sonho se realizará, muito disto deverei a histórias como a deste homem que nos ensinam que passos daremos aos montes no dia em que aprendermos a caminhar.
E logo abaixo, como prometi...
"Lute, lute, batalhe, vá em frente, não olhe para trás, atrás vem gente" - Lute, lute (Ruan Veloso)
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Esmiuçando - Olhos Vermelhos (Capital Inicial)
Este espaço será dedicado a minha criatividade (e por que não dizer que a minha sensibilidade também?) com a qual pretendo cativar a atenção de alguns de vocês com o que vou postar aqui, mas claro, aberto sempre a críticas e sugestões. Enfim, nesta parte do blog verão músicas, textos, expressões artísticas diversas, todas esmiuçadas (daí surgiu a idéia do nome) sob o meu ponto de vista, e de início trago a letra de OLHOS VERMELHOS da banda (de que sou fã) Capital Inicial e já aqui em baixo irei postar o vídeo seguido da letra da música para quem quiser conferir, vale à pena.
Olhos Vermelhos
Capital Inicial
Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram
De vez
Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar
Se amanhã tudo muda de novo?
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez
Bom, já no começo ele cita os tais olhos vermelhos e nos dá um primeiro motivo para a aparição dos mesmos, que antes se dava de forma banal, mas sempre, obviamente, motivada pelo choro: o peso que nos é imposto pela sociedade, mas logo em seguida, vem o questionamento, momento onde ele se pergunta se vale à pena viver tamanha angústia se, motivado por esta, ele nunca vai encontrar a si, mas a uma máscara que por conta disso, inconscientemente, decide vestir! Eis então que ele decide: "Parei de pensar e comecei a sentir". Pra mim, é quando ele abdica de toda essa dor e principalmente culpa e passa a viver à margem dela, e o restante do refrão explicíta bem isso quando ele se mostra feliz pela permanência destes tais olhos vermelhos, agora cantados de modo firme, de modo a exemplificar a ideológico sob a qual deveriamos todos viver.
Bom, espero que tenham gostado, estou esperando sugestões de algo novo a "esmiuçar". Obrigado pessoal.
Olhos Vermelhos
Capital Inicial
Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram
De vez
Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar
Se amanhã tudo muda de novo?
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez
Bom, já no começo ele cita os tais olhos vermelhos e nos dá um primeiro motivo para a aparição dos mesmos, que antes se dava de forma banal, mas sempre, obviamente, motivada pelo choro: o peso que nos é imposto pela sociedade, mas logo em seguida, vem o questionamento, momento onde ele se pergunta se vale à pena viver tamanha angústia se, motivado por esta, ele nunca vai encontrar a si, mas a uma máscara que por conta disso, inconscientemente, decide vestir! Eis então que ele decide: "Parei de pensar e comecei a sentir". Pra mim, é quando ele abdica de toda essa dor e principalmente culpa e passa a viver à margem dela, e o restante do refrão explicíta bem isso quando ele se mostra feliz pela permanência destes tais olhos vermelhos, agora cantados de modo firme, de modo a exemplificar a ideológico sob a qual deveriamos todos viver.
Bom, espero que tenham gostado, estou esperando sugestões de algo novo a "esmiuçar". Obrigado pessoal.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
À Flor da Pele - Saudade
Enquanto me vestia de frente para o espelho, vi a manga da camisa marcada à sol em meu braço e lembrei-me de um fim de semana incrível, memorável pela simplicidade de tudo que o envolveu, inclusive do devaneio que inspirou esta crônica.
Eram dias regados à muito vinho e música, esta de dedos ávidos e vozes roucas ecoava através da praia onde ardia uma fogueira que, mesmo sôfrega, queimava, impondo-se a Hélio que lançava seus fortes ventos contra terra e mar. Sim, o mar, augusto mar, tomava para si o horizonte com imponência assim como há sempre de o fazer. E a noite que a tudo isso envolvia?! Desta lembro bem, lua, estrelas mil, juntas tingiam-na de luz, brilho radiante apoderou-se da mesma, mas, por um instante, este ofuscou-se. Olhei para um lado, olhei para o outro e vi as luzes das cidades que por um instante fizeram-me refletir. Fizeram-me lembrar dos dias que rotineiramente se seguiram até aquele momento, dias de cobiça, de pressa, de fúria, de desespero, de profunda inquietação, dias que cego vivi e assim continuarei vivendo-os até o momento em que deva novamente abrir meus ollhos, ansiando ver o mesmo resplandecente céu e luar, rodiado pelos amigos, rindo todos à toa, à margem de algo tão artificial quanto aquelas luzes que, por um instante, ousaram calar meu eufórico riso.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A Vida na Arte Refletida - Soneto a uma estranha
Essa é uma parte do blog que, em particular, acho especial. Nela, o amadorismo de diversos autores será explorado. Postarei aqui criações destes, todos que tiverem o interesse de ter algo seu publicado aqui, seja qual for sua vertente artística, e para abrir esta parte do blog, vou postar aqui um soneto criado para um sarau, inspirado em muitos dos erros com os quais já convivi:
Soneto a uma estranha
Tenho em ti, desde então, a perfeição sempre vislumbrada
Tu que, pele em flor, me trarás do perfume ao odor asco
E assim ei de distrair-me de teu íntimo dissimulado
Mais que osso e carne num desenho denso e grácil
Mas também frágil ao toque deste que frente a ti, incauto
Irromper-lhe-á com covarde furor falsas emoções
Por ver em ti nada mais que um par de seios cálidos
Enquanto sob falso encanto, jazerás embebe num mar de tantas outras tentações
Hoje ilusões do que para mim um dia de fato será:
Uma boca d’onde, por minha culpa, nada mais que fel brotará
Languidos braços que não mais semearão qualquer acalento
Turvos olhos que não mais me trarão sequer alento
Vacilante coração, este meu, que de remorso fenecerá
Por amanhã conhecer-te e já hoje, por tua perda, incessantemente praguejar
Pedro R. Gregório
Soneto a uma estranha
Tenho em ti, desde então, a perfeição sempre vislumbrada
Tu que, pele em flor, me trarás do perfume ao odor asco
E assim ei de distrair-me de teu íntimo dissimulado
Mais que osso e carne num desenho denso e grácil
Mas também frágil ao toque deste que frente a ti, incauto
Irromper-lhe-á com covarde furor falsas emoções
Por ver em ti nada mais que um par de seios cálidos
Enquanto sob falso encanto, jazerás embebe num mar de tantas outras tentações
Hoje ilusões do que para mim um dia de fato será:
Uma boca d’onde, por minha culpa, nada mais que fel brotará
Languidos braços que não mais semearão qualquer acalento
Turvos olhos que não mais me trarão sequer alento
Vacilante coração, este meu, que de remorso fenecerá
Por amanhã conhecer-te e já hoje, por tua perda, incessantemente praguejar
Pedro R. Gregório
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
À Flor da Pele - Raiva
É do que trata o primeiro post sobre a temática deste blog, e diante das eleições que já passaram, o tema poderia ser apenas um: POLÍTICA! Pois bem, com o fim das eleições, parte de vocês vibrou com a vitória do seu candidato (candidata no caso), outros entristeceram-se com a derrota do seu, ou seja, instalou-se sobre o país um misto de sensações, alegrias, tristezas, mas também revolta e esta, ínfima, entre as outras brota, oriunda de mais um equívoco cometido neste país cujo os equívocos cometidos são vários, a começar por esta dita "democracia" que aqui só é assim chamada por pura leviandade, mas enfim, não é sobre isto que quero falar, quero direcionar essa raiva ao povo brasileiro, parte dele, essa parte que devota a vida ao circo que a sua volta armou-se há tempos, circo este onde palhaços cabem aos milhares, todos marcarados d'um verde e amarelo desbotados que cegam-lhe a vista e a verdade. Pois bem, é a este exemplo de brasile..., perdão, palhaço, que comemorou fervorosamente a vitória de uma política sem personalidade e já hoje cruza os braços, apático, esperando que o país salte rumo ao G5 (se é que sabem o que isso significa) através dos mandos e desmandos de nossa presidenta. Aos que disperdiçaram seu voto o dando a um político de visão limitada, eu os incluo aqui também, mas enfim, em suma, a todos vocês, que vêem numa escolha o destino deste país traçado, se crêem ser assim simples, me digam, quando uma simples escolha lhes trouxe grande mudança? Nunca, pq resta ainda ter atitude, assim o país poderia mudar, poderia, eu digo, poderia pq você não muda!
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