Essa é uma parte do blog que, em particular, acho especial. Nela, o amadorismo de diversos autores será explorado. Postarei aqui criações destes, todos que tiverem o interesse de ter algo seu publicado aqui, seja qual for sua vertente artística, e para abrir esta parte do blog, vou postar aqui um soneto criado para um sarau, inspirado em muitos dos erros com os quais já convivi:
Soneto a uma estranha
Tenho em ti, desde então, a perfeição sempre vislumbrada
Tu que, pele em flor, me trarás do perfume ao odor asco
E assim ei de distrair-me de teu íntimo dissimulado
Mais que osso e carne num desenho denso e grácil
Mas também frágil ao toque deste que frente a ti, incauto
Irromper-lhe-á com covarde furor falsas emoções
Por ver em ti nada mais que um par de seios cálidos
Enquanto sob falso encanto, jazerás embebe num mar de tantas outras tentações
Hoje ilusões do que para mim um dia de fato será:
Uma boca d’onde, por minha culpa, nada mais que fel brotará
Languidos braços que não mais semearão qualquer acalento
Turvos olhos que não mais me trarão sequer alento
Vacilante coração, este meu, que de remorso fenecerá
Por amanhã conhecer-te e já hoje, por tua perda, incessantemente praguejar
Pedro R. Gregório
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