Soneto à tua Volúpia
Trazes no corpo feições de flor,
destas dissimula porém a delicadeza, cínica,
pois brota em ti, ao soprar teu último [suspiro de pudor,
vida a ecoar como teu primeiro gemido de [agonia
Um reflexo da volúpia que reprimia,
do peito que antes pouco palpitava, frio, [sem cor
do seio que relutava, antes rijo só de pavor
da boca que agora só não cala as palavras [sujas que, trêmula,balbucia
E assim sacia tua fome de fazer-se iguaria
numa boca que te arranca a vergonha à [mordidas
numa língua que te mata a sede na saliva
Num corpo que contigo dança, sem muita [graça, uma valsa lasciva,
esta que arrebata com gozo sentimento e [corpo
daqueles que amam sem recato, sem aprazia.
Um comentário:
massa peidim :)
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