sábado, 27 de novembro de 2010

Ensaio sobre o Amor

          A idéia para os posts desta parte do blog surgiu d'uma discussão onde pude enxergar a possibilidade de se debater algo intrigante: o sentimento. Tão polêmico quanto política, religião e outros, mas por sua vez uma temática menos atraente (aparentemente), creio que há muito tem-se negligenciado a ela a devida atenção, principalmente porque, pelo que tenho observado, as discordâncias à respeito da mesma são tão acentuadas quanto nos temas anteriormente citados, portanto debatamos então, e de início já busco polemizar falando sobre o AMOR e claro, já que tratarei neste espaço de debates, expressarei sobre o tema selecionado minha posição e em seguida trarei a réplica de algum amigo convidado, sendo o primeiro uma amiga que já esboçou uma opinião completamente diferente da minha sobre a temática em questão, Hannah Jook. Bom, vejamos então como isso se desenrolará.



     O amor, creio eu, desenvolveu-se juntamente à humanidade, mais precisamente à sociedade, brotando no íntimo de seus integrantes timidamente, sob diversas formas, até lentamente consolidar-se tal qual o conhecemos hoje, tudo isso devido a uma necessidade que desenvolveu-se no homem com o fim de longa fase de intenso nomadismo, necessidade esta de relacionar-se mais e melhor com seu agora próximo, ou seja, bem como o meio no qual ele surgiu, marcado por constante mudança e veloz desenvolvimento, ele evoluiu até o momento em que tornou-se essencial a qualquer um de nós, hoje capazes de demonstrá-lo de distintas maneiras, seja familiar, divina dentre outras, mas irei ater-me apenas àquela que considero mais bela e pura: a sexual. Não me refiro ao sexo em si, este se mostra para mim, em alguns casos, como uma consequência do amor a que me refiro, seja ele homo ou heterossexual, do amor entre dois indivíduos, sendo este capaz de, impetuoso, aflorar através de um simples olhar ou até mesmo de surgir brando e ao longo do tempo crescer frondoso e, de um modo ou de outro, acredito que todos tenhamos passado por tão profunda experiência, mesmo crendo esta ter sido verdadeira ou não, mas triste observo isso acontecer cada vez menos visto que cada vez menos se acredita no amor por conta da utilização da imagem do mesmo em vão pelo mercado, por casais incautos, por exemplo, banalizando-o e gerando n'alguns profunda desilusão que os afastam da beleza de um relacionamento verdadeiro, de um sentimento tão absoluto quanto este, mas ainda sim, para mim, existe aí uma forte prova de que ele existe de fato, prova esta expressa no medo oriundo do mais frígiro coração, daquele que na verdade muito teme amar mais uma vez.

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